A gestão da saúde brasileira e seus desafios

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Desde que foi criado, há mais de 30 anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) é mantido pelas esferas municipal, estadual e federal. O problema é que nem sempre os custos que envolvem esse complexo sistema – que é disponível de forma gratuita a mais de 200 milhões de brasileiros – são devidamente cobertos tornando o sistema inviável economicamente falando. O resultado da falta de equilíbrio na realização dos serviços é um grande empobrecimento e endividamento da rede prestadora de serviços ao SUS.

Entre as principais causas da perda de produtividade no setor estão a falta de controle de gastos no atendimento de pacientes, falta de cobrança de itens consumidos e falta de conhecimento dos custos dos procedimentos. Estes fatores impedem a realização de negociação transparente com os prestadores de serviços. Tudo isso somado ao subfinanciamento da saúde pública representa o maior gargalo do SUS e também o maior motivo de preocupação para os gestores de saúde do país.

Outro problema enfrentado diz respeito ao custeio do sistema de saúde que não ocorre como deveria. Isso porque, as tabelas de remuneração estão em constante queda devido à falta de padronização – tanto por parte da assistência médica realizada sem os devidos protocolos, quanto por parte da gestão que muitas vezes não é eficiente e não conhece todas as pontas do processo.

Tecnologia como aliada da saúde pública

O que muitos gestores da área da saúde não sabem é que o uso da tecnologia da informação pode auxiliar muito no gerenciamento destas dificuldades. Embora seja uma área extremamente complexa, a transformação digital é uma necessidade para o setor, mas para que isso aconteça de forma plena e eficiente, alguns desafios precisarão ser enfrentados. Entre eles, manter o sistema funcionando perfeitamente, além de proteger os dados dos pacientes.

Um dos caminhos para auxiliar a gestão está na adoção de padrões: para os processos, protocolos médicos e indicadores de gestão. Com isso será possível o uso adequado dos recursos alcançando assim a otimização da produtividade.

Essa padronização somente será possível com a adoção de tecnologia adequada para garantir a qualidade, segurança e transparência nos processos. Desta forma o cidadão brasileiro terá a garantia de uma medicina equilibrada, com a qualidade desejada e os custos possíveis de serem assumidos pelo Governo e a população.

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Sobre o autor
Marcio Sacco Martins
Analista de Testes na Fábrica de Software Saúde

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