Educação 4.0: entenda como o conceito está revolucionando o ensino

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Você já ouviu falar em Educação 4.0? O objetivo dessa proposta é preparar os alunos para o mercado do futuro, onde serão cada vez mais utilizados recursos tecnológicos, como robôs e inteligência artificial – a chamada Quarta Revolução Industrial, ou “Indústria 4.0”. Essa nova forma de aprendizagem irá tornar o ambiente de sala de aula mais interativo e tecnológico.

De que forma a Educação 4.0 vai mudar o ensino?

O conceito principal da nova maneira de aprendizagem é Learning by Doing, ou seja, Aprender Fazendo.

A previsão é de que em apenas 20 anos, a Inteligência Artificial irá ocupar a maioria dos postos de trabalho. A indústria continuará precisando do nosso trabalho, mas as funções serão diferentes de hoje. Pessoas irão trabalhar principalmente criando e operando as máquinas.

Assim, os alunos terão que desenvolver desde cedo, com a orientação dos professores, sua capacidade autodidata, durante a vida escolar. Eles deverão ser capazes de continuar aprendendo, ao longo da vida, sem a necessidade de voltar às salas de aula.

É necessário que a escola se transforme, então, em um espaço de desenvolvimento de competências, com grande foco na pesquisa e troca de ideias. Ao contrário do que acontece hoje, em que o método de ensino é a simples replicação de conteúdo, as experiências colaborativas serão as bases do conhecimento.

O relatório The New Work Order, divulgado pela Foundation for Young Australians (FYA) destaca a importância de dar mais ênfase às habilidades digitais e ao empreendedorismo na escola. Além disso, deve ser estimulada a participação em projetos interdisciplinares, que utilizam conhecimentos de diversas disciplinas para um objeto comum.

Será mais importante saber o motivo pelo qual você precisa adquirir uma habilidade e então desenvolvê-la, ao invés de simplesmente acumular conhecimento. Não é preciso saber de tudo!

Como implantar a Educação 4.0 na minha escola?

Não é difícil pôr em prática a Educação 4.0! Para iniciar esse processo de mudança, a escola deve conhecer e executar a chamada Cultura Maker, que significa, basicamente, pôr a mão na massa.

Para isso, as instituições precisam criar ambientes inovadores propícios para o desenvolvimento de projetos que aproximem os alunos da nova realidade. Imagine os benefícios que terá um estudante que deseja cursar astronomia na universidade, por exemplo, se começar a desenvolver projetos de ciência já no Ensino Fundamental e Ensino Médio?

O laboratório de inovação ou espaço maker da escola pode comportar diversos equipamentos, como notebooks, softwares de programação, soluções de robótica, material reciclável; além de ferramentas, como serrotes, martelos e cortadores a laser. Tudo irá depender do orçamento da instituição e dos tipos de habilidades curriculares trabalhadas na escola. Antes de implantar esses laboratórios, é necessário que os professores estejam capacitados para atuar na área de ensino.

Município de Timbó se torna referência em educação inovadora

No Vale do Itajaí, a cidade de pouco mais de 40 mil habitantes tem se destacado na Educação Pública.

Desde 2012, o município iniciou a implantação da Escola Integral na rede pública. Esse movimento tem conseguido bons resultados em relação a qualidade de ensino, e oferece ainda possibilidades de desenvolver atividades extras, como aulas de mecânica e robótica, que estimulam o processo de ensino-aprendizagem de crianças e adolescentes.

Esse ano, o município deu um grande passo em inovação ao implantar o Clube de Tecnologia nas escolas municipais. Desenvolvido pela Secretaria de Educação, o projeto tem parceria com a Furb, através do Programa de Pós-Graduação em Ensino, Ciências e Matemática (PPGECIM).

No curso de 30 horas aula, os alunos aprendem a analisar questões científicas, como as correntes elétricas, voltagens e resistências; além de programação básica, utilização de sensores e motores e experimentos direcionados (detecção de movimento, fazer um carrinho andar e utilização de bluetooth), entre outros.

No decorrer do curso, eles começam a criar seus próprios experimentos, como a construção de uma garra, um carrinho, um drone, um sistema de luz ou um sistema de segurança.

Por fim eles ainda fazem o compartilhamento de seus experimentos e todos os resultados alcançados. Através da produção de vídeos, imagens e relatórios, os alunos podem apresentar seus trabalhos a outras turmas ou compartilhá-los através das redes sociais.

O Clube de Tecnologia de Timbó é um projeto referência para o Estado, que mostra como o ensino digital e compartilhado e a tecnologia estão começando a revolucionar a educação.

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Sobre o autor
Betha

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