Gestão de Medicamentos na Administração Pública

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No Brasil, segundo dados da última Pesquisa Nacional de Saúde (2013), as doenças crônicas respondem por 70% das causas de mortes. Um número bastante elevado se levarmos em conta que doenças como diabetes, hipertensão e problemas respiratórios, embora muitas vezes não tenham cura, podem ser facilmente controladas com medicamentos e o devido acompanhamento. Qual a principal causa, então, deste alto índice de mortalidade?

Um dos motivos é a dificuldade de acesso aos medicamentos para realização do tratamento correto. Infelizmente, em muitos casos, os remédios custam muito mais do que os pacientes podem pagar, o que os leva a depender do estado para conseguir fazer um controle eficiente da doença. Aqui é que o problema muitas vezes se estabelece. Caso o município não tenha um controle rigoroso das suas farmácias e o conhecimento correto da realidade dos seus pacientes, muitas pessoas podem ficar sem remédio, aumentando a gravidade de suas doenças e o custo com a saúde pública.

Além disso, medicamentos de alta complexidade dependem de um sistema burocrático para ser distribuídos. Após a solicitação, os municípios precisam do aval do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF), órgão que age sobre os medicamentos de tratamento de alto custo, exigindo um controle maior sobre a sua distribuição. Quando solicitados passam por um processo rigoroso de avaliação antes de seguir aos municípios.

 

Desperdício

Outro agravante é que mesmo sob rigoroso controle, ainda há muito desperdício. No Brasil dos R$ 65 bilhões investidos por ano em medicamentos, R$ 13 bilhões são desperdiçados. E dos R$ 7 bilhões investidos em medicamentos de alta complexidade, R$ 16 milhões vão para as lixeiras todos os anos.

Os municípios precisam estar atentos aos motivos que levam a tanto desperdício. É importante adotar estratégias eficientes para controlar o estoque, cadastrar materiais e ainda, fazer transferência dos materiais para que quando o almoxarifado central tenha os medicamentos possa distribuí-los de acordo com a necessidade de cada estabelecimento de saúde, por exemplo. O controle deve ser rigoroso até a destinação final para o paciente.

 

Grupos Específicos

O gestor também precisa estar atento à área de abrangência de cada unidade de saúde. Isso porque nem sempre o estoque de medicamentos da farmácia é suficiente para ser distribuído a toda a população daquela área. A estratégia, nesse caso, é definir grupos específicos e organizar os medicamentos de forma que possam ser distribuídos para esses grupos. Mais uma vez: é preciso conhecer a demanda do município, quais são os grupos, para que assim seja possível solicitar os medicamentos de acordo com a demanda. É muito importante para o município que seja adquirida a quantidade correta de medicamentos, evitando o desperdício.

 

Controle geral

O que os gestores precisam saber é que é possível ter um controle maior, senão completo, da realidade da saúde do seu município. Com a devida informatização, as cidades podem ter diversas melhorias no atendimento ao paciente como a substituição de fichas manuais por cadastros informatizados, controle de estoque e dispensa de medicamentos nas farmácias das unidades de Saúde. Tudo feito de maneira rigorosa com o uso de um software especializado que permita o acesso a informações sobre a saúde de forma otimizada e eficiente. O controle rigoroso é efetivo, principalmente em relação aos medicamentos controlados e à data de validade de cada produto. As informações integradas e disponibilizadas na nuvem são grandes aliadas dos profissionais de saúde e gestores que podem ter acesso aos dados em qualquer computador ligado à Internet.

 

Controle Financeiro

Uma boa gestão deve controlar tudo o que entra e sai nos estabelecimentos de saúde, o que também pode ser realizado facilmente com o apoio de um software especializado. Assim, os gestores podem fazer um comparativo ao final de uma competência em relação aos valores movimentados. Por exemplo: informa-se um teto financeiro em assistência farmacêutica para uma determinada competência e no final da competência pode-se fazer um comparativo de tudo aquilo que de fato foi gasto com os medicamentos. E através da informação o gestor poderá avaliar se é necessário manter o teto, aumentar ou mesmo diminuir, se for o caso.

Um software eficiente é essencial para que o gestor conheça a demanda de saúde do seu município e a partir deste conhecimento, tome decisões que vá beneficiar de forma estratégica toda a população.

 


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Sobre o autor
Betha Sistemas

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