O que é Internet das Coisas e porque o serviço público deve investir nessa tecnologia

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Quem conhece sabe que a Internet das Coisas está mudando a forma de propor soluções no serviço público. Muitas cidades do Brasil estão procurando se modernizar com essa tecnologia, que promete trazer benefícios à população e ao município.

Entender seu funcionamento e riscos, ver cases de sucesso e avaliar os benefícios de investir nessa tecnologia é muito importante. Por isso, vamos mostrar porque aplicá-la em sua cidade.

O que é Internet das Coisas?

A Internet das Coisas, ou IoT do inglêsInternet of Things, é uma ideia em que dispositivos se comunicam via internet. A infraestrutura além de conectar coisas, também dá o poder para elas processarem dados sem intervenção humana, tornando-as “inteligentes”.

Para ser considerada uma solução IoT, a estrutura precisa ter três características: receber dados digitais vindos de sensores, conectar com uma rede fora do objeto e processar informações de forma automática, sem intervenção humana.

Por exemplo, semáforos inteligentes identificam o fluxo de veículos e pedestres em um cruzamento, analisa e otimiza o tempo de abertura do sinal e envia o relatório para uma central de armazenamento de dados, tudo automaticamente.

Esse é só um exemplo de como a IoT pode trazer benefícios para os cidadãos e a gestão pública. Áreas como mobilidade urbana, segurança pública e sustentabilidade podem ser solucionadas também.

O que são Smart Cities?

Smart Cities ou Cidades Inteligentes são cidades que utilizam a Internet das Coisas como controle das informações do município e desenvolvimento urbano.

É estimado que o Brasil ganhe até 2022, US$ 70,3 bilhões no setor público com IoT. Portanto, não se trata apenas de uma despesa, o retorno financeiro é garantido e importante para a manutenção dessas ferramentas.

Assim, a implantação dessas soluções devem resultar em ganhos de eficiência na gestão pública e na melhoria da qualidade de vida.

Existe algum desafio para a implantação da IoT?

Como qualquer investimento no setor público, existem alguns tópicos a serem cuidados na implantação da IoT, como a segurança dos dados do sistema.

Caso um cidadão use um aplicativo para monitorar a rota de seu ônibus, por exemplo, ele terá que aceitar termos e condições que irão pedir acesso a sua localização via GPS.

Essas informações, acessadas por aplicativos, devem estar armazenadas de maneira segura, para evitar que seu uso seja feito de maneira errônea. A segurança de dados é um assunto extremamente importante, em que a prefeitura e o servidor precisam estar preparados com sistemas sólidos e confiáveis, para proteger contra vazamentos.

Como o servidor público implanta a IoT?

A iniciativa de implementar Internet das Coisas depende da necessidade de cada cidade ou região. Uma das principais características dos projetos de IoT que já existem no Brasil é o modelo de negócios baseado em parcerias público-privadas (PPPs).

Essa associação deve ter contratos, feitos pela administração municipal, que sejam sustentáveis e justos, compartilhando os ganhos de forma equilibrada com as empresas. Tendo em vista que elas oferecem a tecnologia e o conhecimento técnico para iniciar o projeto.

A solução não precisa ser algo do zero, o servidor pode implementá-la em algum serviço já oferecido, para melhorar pontos em deficiência. O foco é a conscientização do servidor público sobre o seu papel de agente de transformação.

CASES

Fortaleza é a 6° cidade com melhor mobilidade urbana no país e uma parte dessa classificação veio graças a Internet das Coisas. Em 2013, foi lançado pela prefeitura o Plano de Ações Imediatas de Transporte e Trânsito de Fortaleza (PAITT).

O programa tinha o objetivo de melhorar a fluidez e velocidade do trânsito na cidade. Para isso, foi implementado duas iniciativas: uso de GPS em ônibus para prever melhor o itinerário das linhas e um projeto piloto de compartilhamento de carros elétricos com recursos de IoT.

Pode se dizer que a iniciativa cumpriu o prometido. A velocidade média em vias teve aumento de 54% e o tempo de viagem das mesmas caiu 36%.

Agora, um ótimo exemplo de PPPs é a cidade de Belo Horizonte. Eleita em 2017 a quarta cidade mais inteligente e conectada do Brasil, ela será a primeira capital do país a modernizar 100% sua iluminação pública para lâmpadas LED.

Essa iniciativa pode reduzir em pelo menos 45% a economia de energia e permitirá o controle e monitoramento de cada local de iluminação, viabilizando alterações na intensidade da luz que podem gerar economia para a cidade.

A utilização da Internet das Coisas no governo é uma tendência mundial para trazer melhorias no setor urbano e qualidade de vida para os habitantes das Smart Cities. O Brasil está começando a se modernizar e você também pode começar a transformar sua cidade em inteligente.

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Sobre o autor
Betha

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