Os desafios da Saúde utilizando o Padrão OpenEHR

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A saúde pública enfrenta diversos desafios no Brasil e no mundo. Entre eles, está a necessidade de humanizar e aumentar a qualidade dos atendimentos. Um dos caminhos possíveis para alcançar este resultado está na disponibilização das informações clínicas dos registros dos pacientes para acesso rápido, fácil e seguro dos profissionais de saúde.

Nos municípios estas informações costumam estar distribuídas e armazenadas em vários locais e diferentes formatos, seja eletrônico, papel ou estruturado. Assim, é preciso viabilizar a utilização de padrões para a troca e acesso mais rápido aos dados clínicos durante o atendimento.

 

Registros Eletrônicos Longos

Diversos autores ressaltam que registros eletrônicos longos melhoram a qualidade e segurança dos dados dos pacientes, disponibilizando informações necessárias para melhorar a eficiência dos serviços em saúde. Seguindo este pensamento, a utilização de padrões de informações é muito importante para o efetivo uso do RES (Registro Eletrônico de Saúde) longitudinais. Esses padrões definem um conjunto mínimo de dados clínicos, promovendo um intercâmbio e troca de dados entre os sistemas de saúde.

Nesse sentido, a utilização de padrões de informação e interoperabilidade é essencial para uso efetivo de registros eletrônicos em saúde (RES) longitudinais.

 

Troca de informações

Atualmente existem vários modelos e padrões para a troca de informações entre sistemas (RES) de saúde que favorecem a criação de um cenário internacional e nacional. Entre os padrões estabelecidos internacionalmente, podemos destacar o HL7 (Health Level Seven), versão 3, e CEN/ ISO (European Committee for Standardization/ International Organization for Standardization), OpenEHR (Electronic Health Record).

Os atuais modelos de interoperabilidade têm como base (referência) o padrão OpenEHR para a elaboração, conforme os padrões estabelecidos por instituições internacionais: CEN/ISO 13606 e ISO. Enquanto no Brasil em 2011 foi publicada a Portaria 2.073 do Ministério da Saúde que regulamenta o uso do Padrão OpenEHR para a definição dos RES (Registro Eletrônico de Saúde).

 

Modelagem em dois níveis

Os atuais sistemas computacionais existentes no mercado deverão utilizar os modelos de informação clínicas para se adaptarem a tal mudança. O padrão OpenEHR tem como foco a modelagem em “dois níveis”. Podemos dizer que, de um lado temos a equipe de profissionais pela definição dos conceitos ou dos arquétipos. Enquanto isso, do outro lado da via, temos a equipe responsável pelo projeto computacional realizando a implementação e os testes do SRES (Sistema de Registro Eletrônico de Saúde).

Assim, o arquétipo é um conjunto de dados clínicos usados para definir a estrutura e as regras de negócio na área da saúde. Vale ressaltar que a soberania da palavra “Saúde” é um conjunto amplo de arquétipos, podendo citar como exemplo, SOAP, prescrição, dentre outros.

Podemos observar na figura abaixo que os arquétipos são independentes de aplicativos:

 

Fonte: Apresentação de defesa de dissertação

Fonte: https://www.openehr.org/ckm/
Modelo: Laboratory analyte result

 

Conhecimento Multiprofissional

Diante deste cenário, destacamos a importância dos estabelecimentos possuírem uma equipe multiprofissional que detenha o conhecimento clínico para conceber sistemas de saúde interoperáveis. Estas equipes precisam dominar e conhecer os termos e terminologias adotadas, o que não é uma tarefa fácil.

Ao mesmo tempo, essas equipes precisam ter uma visão integrada da assistência ao paciente e do histórico para que assim, possam elaborar arquétipos mais precisos.

Apesar de todos os desafios mencionados, ainda há um consenso mundial sobre o uso do padrão OpenEHR, tendo como base dois níveis para termos um nível de interoperabilidade ideal (semântica). O arquétipo (OpenEHR) é considerado a base para garantir o significado preciso da informação que será interoperada entre os sistemas de RES, independentemente da localização física.

 

Autores:

Normenio Momm 
Coordenador de Fábrica de Software – Saúde

Kleber Ernesto Lyra Bittencourt
Especialista de Produto – Saúde

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Sobre o autor
Betha
Betha Sistemas

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