Como fazer a gestão de medicamentos na administração pública

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No Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional de Saúde, as doenças crônicas correspondem a 70% das causas de mortes. Um número bastante elevado se levarmos em conta que enfermidades como diabetes, hipertensão e problemas respiratórios, embora muitas vezes não tenham cura, podem ser facilmente controladas com acompanhamento médico. E qual é a relação da gestão de medicamentos na administração pública em situações como essa? 

Quando não há uma boa administração, o acesso aos medicamentos corretos pode ser um entrave, dificultando que cidadãos com comorbidades recebam a medicação adequada para o diagnóstico recebido.

Outra grande importância de uma gestão de medicamentos eficiente é evitar que haja danos que prejudiquem a qualidade dos remédios de forma que se tornem inutilizáveis pela população após a etapa de distribuição.

Embora pareça ser uma situação complexa, a tecnologia tem surgido como uma grande aliada para facilitar processos e tornar a gestão de medicamentos mais ágil e eficaz. Leia o artigo completo e entenda como os desafios podem ser minimizados e confira dicas práticas para uma gestão de medicamentos eficiente:

Os desafios da gestão de medicamentos na administração pública

A gestão de medicamentos é uma atividade que deve ser tratada de forma cautelosa e com muita responsabilidade. Isso porque, quando há qualquer tipo de alteração em uma medicação, o item deve ser imediatamente descartado para que não seja destinado ao paciente, já que pode ser considerado inútil ou até mesmo prejudicial à saúde.

Outro grande desafio enfrentado pela saúde pública é solucionar casos em que os remédios possuem um custo elevado, fazendo com que a população dependa do Estado para ter um controle eficiente da doença. 

Quando o município não atua com um controle rigoroso de suas farmácias por meio de uma gestão de medicamentos eficiente, somado à falta de conhecimento da realidade de seus pacientes, a ausência dos remédios pode ocorrer, agravando as doenças e elevando também o custo com a saúde pública.

Além disso, existe um agravante: mesmo sob rigoroso controle, o desperdício ainda é uma realidade na saúde pública. No Brasil, dos R$ 65 bilhões investidos por ano em medicamentos, R$ 13 bilhões são desperdiçados. E dos R$ 7 bilhões investidos em medicamentos de alta complexidade, R$ 16 milhões vão para as lixeiras todos os anos.

Como a gestão de medicamentos pode atuar nesse caso? 

É papel da gestão de medicamentos dos municípios estar atenta aos motivos que levam a tanto desperdício. Dessa forma, para minimizar gargalos como esse, é importante adotar estratégias eficientes para controlar o estoque, cadastrar materiais e, ainda, fazer transferência dos itens para que, quando o almoxarifado central tenha os medicamentos, seja possível distribuí-los de acordo com a necessidade de cada estabelecimento de saúde, por exemplo. 

Não há como negar que a gestão de medicamentos na administração pública enfrenta grandes desafios diários. Porém, com o auxílio de recursos como ferramentas de gestão que facilitam esse processo, muitos desses obstáculos podem ser minimizados, tornando esse gerenciamento mais organizado, otimizado e eficiente.

Veja, a seguir, 7 dicas que vão te auxiliar na gestão de medicamentos na administração pública:

Dicas práticas para a gestão eficiente dos medicamentos

1. Cadastro automatizado nas farmácias

As fichas manuais devem ficar no passado. Com o cadastro automatizado, é possível reunir todos os dados necessários para um atendimento completo e ágil, dando confiança aos profissionais, que conseguem acessar em nuvem o histórico do paciente para fazer a entrega sem margens de erros. 

2. Controle eficiente de estoque

Com um bom sistema de gestão de medicamentos e almoxarifado, é possível fazer um controle rigoroso e eficiente de estoque, principalmente para medicamentos controlados e para a atenção da data de validade de cada produto. 

A tecnologia em nuvem, por exemplo, auxilia no controle físico e financeiro total dos materiais de um município, dando suporte aos órgãos públicos para realizar uma gestão completa do que está disponível. Assim, é possível evitar perda de material, facilitar o processo de solicitação de produtos e, ainda, emitir relatórios completos para auxiliar em tomadas de decisão futuras.

3. Entender a demanda do município e de cada estabelecimento de saúde

Para que haja um bom planejamento na etapa de distribuição de uma gestão de medicamentos, é fundamental fazer um levantamento para entender quais regiões e estabelecimentos possuem maior demanda. Uma maneira para realizar esse tipo de análise é por meio da emissão de relatórios eficientes que irão mapear um cenário real e poderão auxiliar no direcionamento ideal a partir dos dados.

4. Organizar a distribuição por grupos específicos  

O gestor deve estar atento à área de abrangência de cada unidade de saúde. Isso porque, nem sempre o estoque de medicamentos da farmácia é suficiente para ser distribuído a toda a população daquela área. A estratégia para manter uma boa gestão de medicamentos, nesse caso, é definir grupos específicos e organizar os medicamentos para que sejam distribuídos para esses grupos. 

É preciso conhecer a demanda do município e quais são esses grupos para que seja possível solicitar os medicamentos de acordo com a demanda. É muito importante para a administração pública que seja adquirida a quantidade correta de medicamentos, evitando o desperdício. 

5. Seguir as boas práticas de estocagem de medicamentos

O estoque é uma tarefa minuciosa dentro da gestão de medicamentos. Para que o armazenamento seja feito de forma correta, é necessário seguir uma série de recomendações do Ministério da Saúde para garantir a segurança dos produtos. 

Cada tipo de medicamento possui características específicas na estocagem, como, por exemplo: medicamentos termolábeis devem ter controle de temperatura; medicamentos imunobiológicos não podem ser expostos à luz; entre outras práticas que devem ser seguidas com rigor para evitar danos, desperdícios e, principalmente, que sejam destinados aos pacientes em más condições. 

6. Não deixe de lado o controle financeiro

Uma boa gestão de medicamentos deve controlar tudo o que entra e sai nos estabelecimentos de saúde. Com um sistema apropriado, os gestores podem fazer um comparativo ao final de uma competência sobre todos os valores movimentados. 

Veja um exemplo prático: é possível informar um teto financeiro em assistência farmacêutica para uma determinada competência e, no final desse período, pode-se fazer um comparativo de tudo aquilo que de fato foi gasto com os medicamentos. Com essas informações, o gestor poderá avaliar se é necessário manter o teto, aumentar ou mesmo diminuir, se for o caso.

7. Sistema de saúde pública

Uma boa gestão de medicamentos não se faz de forma isolada. Ter todas as áreas integradas via um sistema de saúde pública é essencial para ter um panorama da situação e tomar decisões mais seguras com base em dados reais. Com esse tipo de recurso, é possível tornar o estoque dos órgãos públicos mais ágil, confiável e economizar tempo e dinheiro da gestão. 

O que os gestores precisam saber é que é possível ter um controle maior, senão completo, da realidade da saúde da sua área utilizando um sistema de saúde pública. Com a devida informatização, as cidades podem ter diversas melhorias no atendimento ao paciente como a substituição de fichas manuais por cadastros informatizados, controle de estoque e dispensa de medicamentos nas farmácias das unidades de Saúde. 

Com o suporte de um sistema de gestão de medicamentos que permita o acesso a informações sobre a saúde de forma otimizada e eficiente, tudo pode ser feito de maneira rigorosa e controlada. As informações integradas e disponibilizadas na nuvem são grandes aliadas dos profissionais de saúde e gestores que podem ter acesso aos dados em qualquer computador conectado à Internet.

O sistema Almoxarifado da Betha foi desenvolvido para suprir todas as demandas da gestão de medicamentos na administração pública, dando suporte aos principais desafios enfrentados durante cada etapa. Conheça mais sobre o sistema Almoxarifado e solicite uma demonstração.

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Sobre o autor
Betha
A Betha Sistemas é especialista no desenvolvimento de soluções de tecnologia para a gestão pública. Conta com um portfólio de mais de 47 sistemas e seis aplicativos mobile, que tornam as atividades dos gestores e servidores públicos mais eficientes. Para oferecer ao mercado os melhores produtos, a Betha utiliza tecnologia cloud, machine learning, big data, internet das coisas, inteligência artificial e reconhecimento de voz e facial. Possui 36 anos de história, 600 colaboradores diretos, matriz em Criciúma/SC, sete filiais, 22 revendas parceiras, mais de 3 mil clientes, mais de 1,4 milhão de usuários e está presente em 22 estados brasileiros. Para saber mais, acesse a página oficial da empresa: https://www.betha.com.br/.

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